Redescobrindo Clássicos - In the Court of the Crimson King
Álbum clássico e de estréia da banda
King Crimson em 1969, conta com duas faixas obrigatórias:
21st Century Schyzoid Man (de abertura);
In the Court of the Crimson King (faixa título e de fechamento).

Com essas duas dá pra ver que, 38 anos atrás, 2 anos depois do Sargento, o King Crimson decidiu ser a banda que veio do futuro pra abalar o progressivo. Formada por Robert Fripp (que eu vi ao vivo no
G3 2003 em 2004 - detalhe, foi vaiado por um público estúpido e mal-educado... Sim, porque o cara tava fazendo o que há de mais contemporâneo em Soundscape ali, ao vivo, e a galera esperando um solo "fritado"...Vai entender!), a banda tem um som que ainda hoje é vanguarda.
Ao que parece, só não fez mais sucesso devido a dificuldade do público em geral em entender o que está acontecendo na música e aceitar o novo...
Detalhe curioso, no filme
Children of Men (Filhos da Esperança), tem um pesquisador de arte que aparece pelas tantas. Na cena, "In the court..." toca no fundo enquanto em seu "museu" temos
Guernica de Picasso,
Davi de Michelângelo, e o
Porco do Pink Floyd, voando pelos céus de Londres...
Confiram a
história da banda na Wikipédia... É um absurdo. Também, álbum e filme (que merece até um post - não é muito bom mas a direção do Cuarón é impecável).
Até.
Redescobrindo Clássicos - Viva os 40 anos do Sargento
Vide o post abaixo...
Antigo né?
Pois é, trabalhando demais. Demais MESMO...
Enfim, não sei se o blog continua.
Bem que eu gostaria.
E acho que daqui pra frente vai ser só Redescobrindo Clássicos.
Enfim, sei não.
Redescobrindo Clássicos - Sargeant Pepper's Lonely Hearts Club Band
Pra mim, o melhor disco dos "The" Beatles junto com Abbey Road e o álbum branco.
Na verdade, eu acho o branco melhor. E o Sgt. Pepper's o mais "mudança".
Foi nesse álbum em que morreu a fase "boazinha" dos caras.
O quarteto dispensa apresentações. O disco começou como uma peça conceitual que perdeu o gás porque na época os meninos de Liverpool chapavam pouco...
Então temos as três primeiras músicas conectadas com o conceito da Club Band dos Corações Solitários do Sargento Pimenta e a última também. As outras no meio, só composições "externas".

Na primeira música (Sgt. Pepper's), o locutor introduz a banda que toca e apresenta o vocalista, Billy Shears (Ringo) que canta a segunda música With a little help from my friens. Clássicos instantâneos.
Na terceira, Lucy in The Sky. Nem comento.
A próxima, fala da vida de John Lennon quando solteiro, Getting Better. Simples mas empolgante. Na letra, ele admite que batia na namorada e era intempestivo, mas que está mudando para melhor.
Fixing a Hole, vem na sequência para os famosos trocadilhos de Lennon. O "buraco" da letra, pode ser uma picada para heroína... Mas não importa, o som é bom.
She's Leaving Home, que eu costumava adorar e achar linda, acho um pouco "melosa" demais hoje em dia. Esses Prog Rock's que eu ando ouvindo...
Being for benefit of Mr. Kite, foi feita inteiramente em cima de um poster de circo que Lennon comprou num Mercado das Pulgas. Eu adoro a sonoridade circense que foi montada.
Within you Without You, que já achei bem chata e hoje em dia adoro, foi (segundo consta) o primeiro uso da cítara na música moderna ocidental.
When I'm Sixty-four dispensa comentários também.
Lovely Rita, feita para uma "amarelinha" que multou John Lennon.
Para fechar, uma sequência que adoro: Good morning, good morning / Sgt. Peppers Reprise / A day in the life.
A Sgt. Peppers reprise é uma versão mais acelerada e com guitarras da primeira música, com letras compondo o encerramento do "show".
E A day in the life, é a melhor de todas as músicas dos Beatles para mim.
Link para o clip dela
aqui.Desculpem pela baixa qualidade e pelo longo post.
Por hoje é só.
Temporariamente na correria de novo.
Até novas!
Redescobrindo clássicos - Shine on Brightly
Ok, esse não é tão clássico assim.
Disco da banda inglesa Procol Harum, lançado depois do sucesso de estréia "Whiter shade of Pale", regravado por Johnny Rivers e Annie Lennox.

O disco é muito legal, variado e caótico.
Começa com uma baladinha no estilo que vigorava à época, Quite rightly so. Em seguida, tem a faixa título, também básica. Mas aí começa uma doideira. Sons de circo, trânsito, caos, risos... Uma zoeira só.
O disco é muito bem executado e a banda foi recentemente citada por sir Paul McCartney como uma das melhores bandas inglesas da época mas pouco valorizada.
O álbum termina com o que eu considero a melhor faixa do álbum, In held Twas In I, que no começo parece séria e depois descamba totalmente também.
Dando o devido valor, entra para o "redescobrindo"...
Beatles 'n' Choro
Tomei contato com esse projeto através de uma revista da TAM.
De início, achei que era um caça-níquel descarado, ainda mais porque no texto dizia que foi inicialmente uma idéia de Renato Russo, há muito tempo atrás. E eu odeio o cara.
Mas eis que, graças a P2P, emule e afins, baixei os quatro cds dos beatles em versão chorinho.

Com Rildo Hora, e nomes importantes nesse tipo de música, a releitura ficou digna do quarteto. Sim, de verdade.
Algumas das músicas, como sempre, ficaram abaixo do esperado. Mas a grande maioria, foi de fato transformada em música brasileira. Baião, samba, forró, chorinho. Se você não for fã, conhecendo de cor a música, periga escutar e não saber que é releitura. Com triângulos, cavaquinho e tudo mais! Os pontos altos são tantos (são quatro cds) que não dá pra destacar.
Bem executado também. Não é pagodão de zé mané... é coisa fina.
E assim, os Beatles nasceram no Brasil!
Redescobrindo clássicos - The Wall
O que dizer de The Wall?
Protesto, melancolia, arquitetura musical.
Lançado em 1979, no auge da guerra fria. Pra ser sincero, não é o tipo de som que eu ouço toda hora. Mas Pink Floyd pra mim é obrigatório.

A seqüência de Another Brick in the Wall é maravilhosa, sendo o ponto mais alto pra mim The happiest days of our lifes.
Outros pontos altos são In the Flesh, In the Flesh?, Hey you, Is there anybody out there.
Mother é perfeita, Empty Spaces e, particularmente, adoro The Thin Ice. Ah, lógico, Goodbye cruel world, uma música de velório perfeita...
Não vou me alongar hoje descrevendo o que acho de cada música, guitarras, bateria etc. porque acho que o som do Pink Floyd, além da técnica, é muito mais "feeling" e "vibe" que qualquer outra coisa...
Pra quem não gosta, lamento.
Scenes of Silence
Retomando a iniciativa do Diálogo no Escuro, foi inaugurado na Europa o "Diálogo no silêncio", no original "Scenes of Silence".
A proposta segue a linha de mudança da consciência social através da experiência continuada da realidade do mundo, desta vez, dos surdos-mudos.

O visitante recebe na entrada um protetor de ouvido que o impede de receber qualquer som. Em diversas salas, ele é convidado a se expressar por meio de gestos e expressões faciais e corporais.
Em uma das salas, por exemplo, as pessoas ficam em círculo e, no centro, são projetadas diferentes imagens. Cada um observa a imagem e, em seguida, a expressão facial resultante nas demais pessoas.
Esse projeto ainda não tem data para o Brasil. Mas aguardo ansiosamente!
Redescobrindo clássicos - A Night at the Opera
Album de 1975 do Queen, com o imortal Freddie Mercury nos vocais.
Eu achava esse álbum mais íntegro sabe? Eu achava ele bom do início até o fim.
Escutando de novo, acho um clássico inteiro. Mas a consistência oscila um pouco.
Fui olhar, pra variar na Wikipédia e descobri que as músicas que mais gosto são todas de autoria de Freddie Mercury.
Tem gente que se incomoda com a afetação do Mercury. Eu acho muito legal. Tinha estilo... Tipo o Ney Matogrosso. E não atrapalha nada na música em si. Enfim...

Destaque, além obviamente de Bohemian Rapsody, a melhor música do Queen na minha opinião (apesar da saturação que os rádios nos proporcionaram), pra Death on Two Legs (que tem um riff de guitarra na abertura impressionante - por ser muito massa - em harmônicos), Lazing on a Sunday Afternoon (música "foda-se" do disco e conectada com Bycicle Race e Fat Bottom Girls, ambas de outro álbum), Seaside Rendezvous e Good Company (ambas músicas "early twenties", melhores que as do Paul McCartney - Honey Pie e Rocky Raccoon, por exemplo) e a (hoje exaurida pelo rádio) inesquecível Love of my Life.
Mais um dos discos que não custam nada nos EUA (US$ 12,99) e que um dia ainda estarão em sua forma comercial não-bucaneira na minha estante.
Diálogo no Escuro
Você já imaginou como seria não enxergar?
Não enxergar mesmo?
Pois é. Existe desde 1989 um projeto chamado Diálogo no Escuro, que proporciona às pessoas sem deficiência visual uma experiência de vida nesse sentido.
Começou com um bar, no completo e total escuro, com atendentes de caixa e garçons cegos e público não deficiente. Uma vez no escuro, a chamada "deficiência" muda de lado e a experiência mostrava o quão difícil é lidar com dinheiro, bebidas e o "transito" entre a mesa, o banheiro e o balcão...
A idéia foi aumentando e agora existe o Museu do Diálogo. Com mais de 50% dos funcionários com alguma deficiência, o museu não somente proporciona uma reflexão sobre a qualidade de vida dos deficientes no mundo lá fora como oferece oportunidades de emprego digno e direcionado.

Existem duas modalidades do museu. Uma é temporária e foi realizada em 2006 no Rio de Janeiro (por uma semana) e em Brasília (uma semana).
A outra, é permanente. E está programada para ter uma unidade inaugurada em 02 de Março de 2007 em Campinas, no Shopping Galleria.
Pra quem estiver curioso, o site oficial do original, da Alemanha é
aqui.
Pra quem quiser acompanhar a evolução do Museu do Diálogo de Campinas, a
página é esta. Ainda não tem muita coisa, mas haverá atualizações em breve.
Redescobrindo Clássicos - Selling England by the Pound
Mais um post da série...
Pra mim, este é um daqueles álbuns completos.
Desde a primeira à última música, não existe um ponto baixo ou fora do padrão.
Tudo se encaixa no clima projetado pelas músicas.

A abertura de Dancing with the Moonlit Knight é perfeita, com vocais num estilo que dá pra puxar um "medieval", evoluiu num "space" até virar um riff de guitarra Van Halen - Brian May (Queen)...
Além desse, os maiores destaques são Firth of Fifth, Battle of Epping Forest e Cinema Show (minha preferida). O dedilhado de violão na abertura da música é... singelo!
Outro que custa lá fora US$ 11,00... Outro que eu compraria.
Só pra situar, esse disco é da fase clássica, com o Peter Gabriel como vocalista.
Pra mais sobre o
Genesis, Wikipédia!Lá, fiquei sabendo que não foi o Eddie Van Halen que inventou o tapping e sim o Steve Hackett, na The Musical Box (de outro disco do Genesis)...