sábado, abril 29

Anjos e Demônios no Quintal

Já faz um bom tempo, quando lançou, eu li o "Anjos e Demônios" do Dan Brown.

É um livro é bem legal, meio "Indiana Jones e a Última Cruzada". Tão "sério" quanto qualquer dos Indy. Por ser arquiteto, achei mais legal que "O Código Da Vinci".



Agora, tem um monte de gente que leva o romance a sério. Esse pessoal argumenta que tem uma série de coisas que ele coloca lá que são de verdade mesmo, etc. Bela coisa! É como se eu escrevesse um livro sobre a vida de um aluno fictício da USP e citasse como prova de que o cara existiu, os detalhes do prédio em que ele estudou: um prédio brutalista de concreto armado, com um sol entalhado na fachada principal e pilares triangulares. Não se justifica!

Mas tudo bem. O post não é sobre isso mesmo.

Falei do livro porque num determinado momento o personagem principal se depara com palavras escritas com uma caligrafia peculiar, o que permite a leitura do texto da mesma maneira mesmo de cabeça para baixo.

Até aí, beleza. No livro ele mostra o que tá escrito, como está escrito. Você vira o livro pra cá, pra lá... É bem bacana.

Só que aí meu pai, fã dos Beatles, tava com o disco novo do Paul McCartney - Chaos and Creation in the Backyard - (por sinal é o melhor disco solo do Paul), e reparou que o nome dele na capa foi desenhado assim também.



Foi engraçado porque nós tínhamos terminado de ler por aqueles dias o livro e, de repente, demos de cara com um exemplo prático da coisa, bem feito pra caramba.

Bom, quem quiser ver em detalhes, salve o bichinho e gire ele 180 graus. É realmente um belo design, especialmente porque cada palavra, não sendo palíndromo, tem de ser pensada exclusivamente, não existindo portanto um "alfabeto inverso".

sexta-feira, abril 28

Dark Side of the Dream

Saiu já faz alguns dias.
Eu já ouvi um bootleg não oficial há um bom tempo atrás graças a um amigo meu.



O Dream Theater, que já tinha gravado o Master of Puppets do Metallica e o The Number of the Beast do Iron Maiden, escolheu agora o Dark Side of the Moon do Pink Floyd.

Faz parte de uma série de tributos informais que eles estão fazendo.
Shows em grandes cidades, que em geral tem duas apresentações, são assim:
eles fazem o show da primeira noite normal e o da segunda, metade repertório antigo, metade um cover.
Em São Paulo, o cover foi deles mesmos, rsrs.
O show deles em geral é de 2:30 horas, então dá pra tocar um disco inteiro e ainda sobrar 1:30 de show pras músicas próprias.

Pra quem quiser, aqui está o trailer do DVD
"DT Official Bootleg - Dark Side of the Moon"

Notem neste trailer o "alien" Jordan Rudess tocando o teclado pela parte de trás do mesmo...

quinta-feira, abril 27

O suor de Steven Seagal

Não basta o cara achar que é ator.
Não basta o cara achar que é um mestre marcial.
Não basta o cara achar que é um xamã.

Ele TEM que lançar um livro, um grill ou...

UMA BEBIDA ENERGÉTICA!!!

Preparem-se!!!

Melhor que as animações em flash,
mais engraçado que os filmes sérios do Seagal,
chegou...

Steven Seagal's Lightning Bolt Energy Drink - Asian Experience!!!!



Entre as pérolas da propaganda da bebida (no link acima) é a frase:
"Feita para combate intenso e mortal ou qualquer situação extrema que requeira energia total"

Eu ainda to achando que é de zoeira...
Não é possível ser de verdade.
Putz!!!

quinta-feira, abril 20

O Círculo Fechado

Continuação daquele livro que eu elogiei bastante "Bem-vindo ao Clube", que terminei de ler na última quinta-feira.

O que dizer sobre a obra?
Que o autor tem uma imensa capacidade de envolver blah blah blah, que eu já falei antes.



Tá, isso sim. Mas é mais que isso.
O melhor livro que eu li desde "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (na oitava série), seria mais indicado.

Dizer algo sobre a história é algo que refleti e julgo hoje ser desnecessário.
Quem tiver tempo e coragem em arriscar a ler "Bem-vindo ao Clube", chega a "O Círculo Fechado" sem esforço. E dizer sobre o que trata o livro é estragar qualquer tipo de surpresa que vem preparada desde o primeiro livro.

Então é isso. Uma das melhores obras nos últimos 30 anos com certeza.

Arrisquem.

Jamie Cullum no Brasil

Esse cara é um dos jazzistas contemporâneos mais novos (tanto no cenário quanto na idade).
O álbum dele que eu ouvi inteiro e tenho, copiado de um amigo, é o "Twentysomething".
Muito bom mesmo, o timbre de voz do cara, a escolha de repertório e a interpretação dele são um tanto pop-jazz. O que eu adoro, principalmente no carro, viajando, ou ainda num jantarzinho a dois.



Bom, ele vem pro Brasil.

E eu digo YEAH!

Na notícia que eu li, já fora do ar, falavam ainda do álbum novo. Fiquei meio desconfiado porque já achava muito bom o som dele e qualquer mudança me leva pra algo desconhecido.

Mas enfim, vou no show com certeza se for confirmado.

quinta-feira, abril 13

Drawing Restraint 9

Dirigido pelo artista conceitual Matthew Barney, este filme promete ser mais uma de suas obras.



Não, não confundam. Não é um filme que exercita todos os meandros da 7a arte.
É sim um exercício estético em película.
É arte como filme e não filme como arte.

Mas isso é só o que eu acho por enquanto.

Eu com certeza vou conferir. Fazendo Pós em Estética e História da Arte, não posso me dar ao luxo (burrice) de não assistir.

Com trilha e participação de Björk.

Cd Baby

Não tem muito o que falar.

É uma loja na internet que prioriza bandas alternativas e independentes.
A sacada dos caras é que eles dão um mega desconto se você optar pela desmontagem do cd, em que eles desprezam a caixinha de acrílico.


Cd Teletubbie


Ou seja, eles te mandam o cd, os encartes e capas num pacotinho mais leve pra postagem. Barateam o preço do cd em si e do frete.

Além disso, pras bandas ele é bacana também, porque cobra uma taxa X lá e distribuem o cd da banda, colocam nas listas de iTunes e coisas do tipo.

Novamente, esse site me foi indicado mas ainda não comprei nada por lá. Acho que vou arriscar por esses dias e, quando tiver consolidado tudo, aviso se deu certo ou não.

Flower Kings, Akinetón Retard e Echolyn

Olás!

Depois de longa ausência devido ao "1o Seminário Internacional - Urbanização Dispersa e Novas Formas de Tecido Urbano", do qual fiz parte da Comissão Executiva, e de uma viagem para aquele que continua lindo, Rio de Janeiro, estou de volta.

Bom, em parte, porque já temos feriado e coisa assim.

Mas aqui ficam minhas impressões sobre o meio musical atual, ou melhor, sobre o que eu ando ouvindo ultimamente:


1) The Flower Kings - Paradox Hotel
2006



Pra início de conversa, é a melhor capa de disco dos caras. Em geral, rola uma lenda que, em se tratando de disco de Rock Progressivo, quanto pior a capa, melhor o álbum.
Mas esse disco contraria o que se poderia esperar do disco. É um disco muito bom mesmo. Duplo, é bem atual, vibrante e mostra porque os caras são considerados o "novo Yes".
Inclusive, meu velho que curte muito Yes, caiu na pegadinha quando eu pus no som "Minor Giant Steps" (Música 1 do Cd 2) e falei pra ele "Pai, ó só, é o disco novo do Yes".
É a banda do Roine Stolt (eu postei sobre o Transatlantic, outro projeto que o Stolt faz parte). Eles são da Suécia.
Mas tem um porém. O disco talvez não devesse ser duplo. Tem muita coisa boa ali, mas acho que era material pra um álbum simples de peso. Algumas coisas, mais enxutas, ficariam melhor na minha opinião. Mas ainda assim, é um clássico instantâneo.


2) Akinetón Retard - Akinetón ao Vivo
2004



Banda de nossos "hermanos" chilenos, formada na Faculdade de Artes no Chile. É um som bacana quando se pega o jeito dele. Pra maioria das pessoas, pode parecer estranho, pois a banda tem dois saxofonistas, que tocam o tempo todo. Acho que já deu pra imaginar. Se não, é só entrar no site. Logo que você entra, rola uma das músicas.
No dia em que peguei o cd, comecei a ouvir meio incomodado com o som. O cd é duplo e, assim que terminou o primeiro, já ouvi o segundo. Mas confesso: durante grande parte do primeiro cd, eu fiquei com o controle na mão, dedo em cima do botão stop. Incrível como me causou uma "estranheza estranha", em que eu NÃO CONSEGUIA DESLIGAR O SOM...
É meio jazz, tem aquele cheiro de improviso mesmo quando a música é aquilo lá mesmo. É tudo o que o Karnak seria se o Abujamra não fosse tão convencido e deixasse os músicos fazerem uma ou duas músicas um pouco mais sérias pra variar (só pra constar, adoro o Karnak).

Curiosidade: tem umas faixas que foram gravadas no Rio.


3) Echolyn - Mei
2002



O que dizer de Mei? Difícil...
Olha, pra começar, o disco novo do Echolyn nem é o Mei. É o "The End is Beautiful", que é animal de bom também.
Acontece que Mei eu conheci só agora.
Acontece que Mei é uma obra prima.
Acontece que Mei já está na lista de clássicos do Rock Progressivo.

Panorâma: Como tudo o que o Echolyn faz, é muito bem composto e executado. Tem coisas ali que são f*d@ mesmo! Mas é um som leve, que podia estar tocando em algum bom restaurante, numa conversa amistosa, sei lá. É agradável pro público geral. Caraca, podia até tocar no rádio!!!
Mas é uma composição progressiva mesmo. O disco tem uma música só, de 49:33 minutos (!!!), que muda tanto que não parece a mesma em alguns momentos.
Os caras tem dois vocalistas que se alternam durante a música e que tem um tom de voz tão bacana que no começo eu achava que era um cara só. Uma das vozes é mais harmoniosa, macia. A outra é agressiva, pungente. Lindo.
Para se ter idéia, outro dia o amigo que me apresentou ao Echolyn, levou o DVD da turnê do Mei. Sentamos para assistí-la ao vivo às 23:20. 24:10, nas notas finais, eu me dei conta de que tinha passado 50:00 minutos ouvindo a mesma música, no final de um dia exaustivo e, simplesmente, NÃO TINHA PERCEBIDO!!!
Olha, sério mesmo, até pra quem gosta de mpb e odeia qualquer tipo de guitarra, acho que o Echolyn deve ser conferido em algum momento.


E por hoje é isso!

Talvez daqui a pouco eu fale sobre o CD Baby, uma loja de cds da internet que esse mesmo amigo me indicou e que tem um conceito bem bacana.

Senão, fica meu desejo de feliz coelhos pra vocês.