quinta-feira, março 16

Marcovaldo

Livro do Ítalo Calvino, também chamado "As estações na cidade".

É de grande qualidade, como tudo que o cara faz.
Nesse livro, ele conta as perpécias de um Charlie Chaplin-Mazzaroppi-Italiano que, sem grana pra alimentar a família, inventa mil-e-uma.



O bacana do personagem é que além de tantas quantas ele faz, ele ainda aprensenta aquela característica do "bom-selvagem". No entanto, sem a idealização. Como diz uma crítica ao final do livro, Marcovaldo sente falta da natureza e do campo meramente porque é essencialmente um homem nascido e criado na cidade. Sua visão do campo é idealizada. Sente falta de algo que não viveu.

É uma boa leitura, arranca risos e pensamentos mais profundos.

segunda-feira, março 13

Fronteiras do Universo

Estava devendo este post.

Pra quem gosta de literatura de fantasia, é uma das melhores que eu já li.
Consegue equiparar o nível de Senhor dos Anéis, Harry Potter e outras aventuras do tipo.

Tem uma dose de magia e aventura, fala de universos paralelos ao nosso e envolve.
É complicado falar da trama sem revelar grandes coisas do livro.

O interessante é que estabelece um universo inédito, sem copiar grandes coisas de outras aventuras já existentes. O autor nos dá detalhes que enriquecem a narrativa sem cansar a leitura.

Vão as capas e um link pra um site italiano da obra:







Ah, o autor é Phillip Pullman.

terça-feira, março 7

Jota Ká

Pra todos aqueles que assistiram aquela joça mal feita da Globo e que ainda me vieram encher o saco dizendo "mas ficou bem feito! tralalá tralalá tralalá", é o seguinte: é mal feito, mal dirigido, mal atuado e mal roteirizado. E o pior, trata de uma figura histórica questionável como um herói irrefutável e humano com "pequenos defeitos".

Tenha santa paciência!

A seguir, um trecho do livro "De Colombo a Kubitschek - Histórias do Brasil" de Eduardo Almeida Reis.


"O governo do Coronel Oliveira, da Polícia Militar de Minas Gerais

Vem agora um dos períodos mais brilhantes da história do Brasil.

Ginasiano simpático, telegrafista simpático, médico simpático (e bom!), prefeito simpático, deputado simpático e governador simpaticíssimo – o Coronel Juscelino Kubitscheck de Oliveira, da Polícia Militar de Minas Gerais, assumiu a presidência da República no dia 31.01.1956, prometendo fazer cinqüenta anos em cinco; fez mais...

Credenciado por sua larga experiência administrativa, expert em danças de salão, orador primoroso, seresteiro sofrível e amigo exemplar, o Coronel Oliveira, considerado um dos homens mais elegantes do mundo, apresentou à nação um plano de metas verdadeiramente espetacular.

A exemplo do Sr. Dom João VI, estimulou a industrialização do país. E, respeitando religiosamente o artigo 3º da Constituição de 1891, fez construir em Goiás a nova capital do Brasil, naturalmente para resguardar os três poderes, e a sua famosa praça, de um eventual ataque das forças navais do Tibete.

Entendendo que a agricultura e a educação são coisas perfeitamente dispensáveis, Sua Excelência atirou-se à obra gigantesca de produzir os baratíssimos automóveis nacionais que, não tendo couves nem cenouras para transportar, podem-se dedicar à tarefa de consumir gasolina importada do Golfo Pérsico enquanto conduzem de um lado para o outro, na velocidade máxima de oitenta quilômetros, os muitos milhares de analfabetos fabricados anualmente pelos diversos Estados da República Federativa.

De outra parte, uma inflação perfeitamente planificada determinava a substituição das obsoletas mercearias, sapatarias e farmácias por uma das maiores redes de agências bancárias do mundo, com seus guarda-chuvas, seus saldos médios e seus juros escorchantes.

Passando o governo ao seu equilibrado sucessor, o Coronel Oliveira retirou-se do Viscout credor da admiração e do respeito de todos os empreiteiros esclarecidos."

segunda-feira, março 6

Notícias, só pra não parar de vez...

Quando eu aviso que vou começar a postar mais porque comecei a chegar cedo no trabalho, pronto! Me arranjam mais trabalho...

A correria aqui tá uma beleza, fora a ajuda dos meus apoios: o putfile está em uma interminável manutenção... Se alguém souber de um porta-arquivos bacana, com poucos pop-ups, por favor, avise.

Primeiro, estou devendo um post sobre a trilogia "His Dark Materials";
Aí, eu consegui o "1984" em .pdf e ia colocar no blog, mas PutFile não gostou;
Então, eu li o "Marcovaldo" do Italo Calvino e ia postar uma resenhazinha. Não deu tempo;
Decidi então comentar sobre dois discos que estou ouvindo: o novo do FlowerKings e um ao vivo de uma banda que eu não conhecia, "Akinetón Retard";

Bom, ficou que, pra fazer primeiro o que vem por último, preferi postar uma justificativa, atrasar mais um dia os posts normais e fazê-los na ordem original.

Até mais!