segunda-feira, fevereiro 13

Seja Bem-Vindo!

É difícil a gente encontrar hoje em dia espontaneidade e sinceridade.
Recepções, não digo calorosas, mas que não sejam puramente ensaios mercadológicos, são raríssimas.

Recentemente, em um hotel na Europa, meu pai deu de cara com esse cartão de boas vindas.

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Parece que foi o dono que escreveu isso e eu achei de extremo bom gosto.


Aqui vai uma tradução livre:

"Nos tempos antigos havia uma oração para

“o desconhecido dentro de nossos portões”

Como este hotel é uma instituição humana a fim de atender pessoas e não
unicamente uma organização visando lucro, nós esperamos que Deus lhe conceda paz e descanso enquanto você estiver sob nosso telhado. Que nosso hotel e nossos quartos sejam seu “segundo lar”. Que aqueles que você ama estejam perto de você nos pensamentos e nos sonhos. Mesmo que não cheguemos a nos conhecer, esperamos que você esteja confortável e feliz como se estivesse em sua própria casa. Que os negócios que o trouxeram a nosso caminho prosperem. Que cada ligação que você fizer e cada mensagem que você receber adicionem à sua alegria. Quando você for embora, que sua viagem seja segura. Somos todos os viajantes. Do nascimento até a morte, nós viajamos entre as eternidades. Que estes dias sejam
agradáveis para você, rentáveis para a sociedade, úteis para aqueles com quem você se encontra e uma alegria àqueles que o conhecem melhor e amam."

quinta-feira, fevereiro 9

O zepelim transatlântico

Já faz tempo que foi lançado.
Já faz tempo que copiaram pra mim.
Mas eu só parei mesmo pra ouvir recentemente e, digamos, me impressionou.

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Não sei se é a mixagem, mas tem um quê de Spock´s Beard.
Acho que é a voz do Neil Morse, rsrs.
Mas, independentemente de qualquer coisa, é um álbum obrigatório na discografia de qualquer pessoa que goste desse tipo de som.

O Transatlantic é um projeto paralelo com Mike Portnoy (bateria do Dreamtheater), Neil Morse (vocal e teclado do Spock´s Beard), Roine Stolt (guitarrista do Flowerkings) e Pete Trewavas (baixista do Marillion).
O álbum chama SMPT:e, uma brincadeira entre os nomes dos integrantes e um sindicato musical-televisivo.

É colorido pra caramba e eu não to falando da "nave espacial" da capa...

Fiz bem em deixar pra ouvir depois. Agora eu tenho um disco "novo" pra ouvir!
Preciso conseguir o segundo para logo mais: "Bridge Across Forever"...

Livros e mais livros

Pra quem não sabe, eu levo mais de uma leitura ao mesmo tempo.
Isso acontece em parte porque eu tento conciliar as leituras acadêmicas com as leituras ditas culturais ou de lazer.

Acontece que às vezes, não tendo nenhuma leitura acadêmica para fazer, eu leio mais de um livro mesmo assim. Porque tem a viagem Campinas-São Paulo todo dia, que não comporta livros muito densos. Tem a leitura antes de dormir, período do dia em que meu cérebro funciona melhor. E tem aqueles dias sem nada pra fazer que comportam vários capítulos de qualquer livro.

Assim, estou lendo também "Eragon" de Christopher Paolini.
O moleque tem agora uns 22 anos e escreveu o dito livro aos 15.



Gênero fantasia, eu tenho achado interessante a história. Acontecem várias coisas, o roteiro prende.
Mas é meio que nem Matrix. Colagem de várias coisas. Tem até uma ordem de Cavaleiros de Dragões que, à primeira vista, lembra muito os Cavaleiros Jedi. Tem até um Cavaleiro que, de destacada facilidade na Ordem ainda novo, se corrompe e passa ao "Lado Negro". Nomes, situações e personagens que remetem desde "O Senhor dos Anéis" até "A Ilha do Tesouro".
Minha impressão é de o rapaz devia mestrar jogos de RPG desde criança e, numa dessas mega campanhas, bolou um enredo que ficou tão massa que virou livro.

Enfim, em certa medida, é até mais empolgante do que Nárnia, por exemplo. Mas perde pra obra de C.S. Lewis por, até agora na minha leitura, não estabelecer aspectos novos ao gênero. É divertido, mas é mais do mesmo. Ao contrário da trilogia de Phillip Pullman por exemplo. Mas essa trilogia pertence a outro post.

Dilbert e a FAPESP

Livre adaptação de uma tirinha do Dilbert, que eu achei oportuníssima.

No original é Dogbert´s Tech Support. Mas a essência é a mesma.

quarta-feira, fevereiro 8

Bem-Vindo ao Clube

Impressionante como existem maneiras diferentes de se fazer uma coisa.
Beleza, é meio redundante dizer isso.
Mas é que, por trás de um enredo empolgante, cheio de personagens distintos e heterogêneos, Jonathan Coe decide analisar três décadas. E ele podia ter decidido escrever um texto jornalístico "analisando" o período, ter feito uma pesquisa histórica nos moldes acadêmicos etc.



Estou no primeiro volume, emprestado pelo meu afilhado. É a década de 70. Muito bacana, surpreendente e bem escrito. Ele alterna entre as formas narrativas de acordo com a necessidade da história. Ora é em terceira pessoa, mas do ponto de vista de um personagem "semi-onisciente", porque a personagem não conhece toda a história. Ora é em primeira pessoa, pois se trata de um conto escrito por um personagem nesse estilo.

Variando dessa forma, estabelece um grande número de tramas auxiliares que, estando de certa forma conectadas, acabam por estabelecer um quadro da vida na década de 70 na Inglaterra.
Muito interessante mesmo. Tanto pelo enredo como pela forma. Pelo menos pra mim, que não estudo letras.

Tem um blog por aí que postou o segundo capítulo.
Mas acho que só por aí não dá pra ter idéia da dimensão do livro.

Enfim, é isso.

segunda-feira, fevereiro 6

Tudo é iluminado

Um vida iluminada, título em português traduzido de forma a gerar mais público (???), é um filme legal.

Bem dirigido, perfeitamente atuado.
Estilizado na medida certa, ou seja, exageradamente, transmite comicidade em vários momentos e é terno e contundente quando precisa.



O personagem principal, interpretado pelo Elijah Wood, surpreende e as manias dele refletem um antigo eu.

Acho que isso é um ponto que me afeiçoou ao filme. Identificação pessoal com alguns detalhes da trama.

Ainda que se passe na Ucrânia e fale de descendentes de judeus sobreviventes à Guerra.

Hammer of the Gods

Tibuto ao Led Zeppelin.

Não precisa falar muito. Pra quem quiser ver o "naipe" da galera que fez o tributo, só assistir ao trailer do DVD abaixo.



É com o Daniel Gildenlow do Pain of Salvation,
Mike Portnoy do Dreamtheater,
Paul Gilbert ex-Mr.Big,
Dave LaRue do Dixie Drags.

Muito legal mesmo. Eu tô baixando...